Apesar dos avanços tecnológicos, andamos sempre sobrecarregado(a)s de tarefas e projectos e não há técnicas eficazes que nos salvem. Porquê?

Simples … porque a GESTÃO DO TEMPO é um MITO.

Tenha a profissão que tiver, trabalhe onde trabalhar, seja funcionário(a), docente, investigador(a), empresário(a), empreendedor(a), experimente as técnicas que quiser; a conclusão a que vai chegar é a de que precisamos de aprender a gerir-nos a nós mesmos e à nossa energia! 😉

Achamos sempre que há demasiadas coisas (tarefas, projectos, solicitações) e não vemos o outro lado, o lado da nossa escolha, da nossa opção consciente, o nosso lado emocional (energético), ou como lidamos com isto.

A tendência é sempre de nos “livrarmos” de tarefas (sobretudo aquelas aborrecidas, as que não queremos e não gostamos nada, nada mesmo!), e passamos tanto tempo a pensar nisto que nos desgastamos (emocional e energeticamente), quer em estratégias mentais, quer em termos físicos, reais (a convencer um colega ou superior, a “passar a bola” a outro colaborador(a) ou subordinado(a), etc…). E nisto passamos cerca de 50% da nossa vida profissional (ou mais em alguns casos!).

Soa-lhe familiar??

Aproveite este momento de abrandamento (já que está a ler este artigo) e pense na quantidade de energia (mental e física) que tem despendido neste ciclo vicioso e que pode ser aproveitada em seu benefício.

Aqui ficam 5 dicas que deve ter em conta se quiser libertar-se do “peso” de achar que nunca tem tempo para nada, usando de forma mais vantajosa a sua energia:

  1. Diga NÃO a pedidos/solicitações de última hora. Verifique sempre a sua agenda antes de se comprometer. Se aceitar, sugira uma alteração no prazo, para que o que inicialmente parecia uma chatice, se transforme numa situação de “win-win“.
  2. Não seja “atarefado(a)”: seja ESTRATÉGICO(a). Ao invés de listar uma enormidade de tarefas, escolha as que têm maior importância estratégica para si e dedique-se a elas. Seja consistente e termine essas tarefas.
  3. Se for adepto(a) das listas “to-do“, escolha entre 1 a 3 prioridades (diárias, semanais, conforme o que se ajustar).
  4. Se ainda não tem, arranje um SISTEMA para o seu dia-a-dia. Um sistema mais não é que rotinizar determinadas tarefas de forma a poder rentabilizar o seu tempo.
  5. “Ouça” o seu CORPO. Quantas vezes se sentiu cansado(a) e desmotivado(a) perante determinadas tarefas? Por vezes, esses sentimentos transformam-se em angústia, ansiedade, até mesmo sintomas físicos (dores de estômago, de cabeça, de garganta, etc.), levando-nos a procrastinar. Nessas alturas tente algo diferente: faça uma pausa e dê uma volta no espaço verde (ou azul, se puder dar um “saltinho” à praia) mais perto de si; ouça aquela música especial que tem o dom de o(a) fazer sorrir e acreditar em algo melhor, leia uma página do livro que mais o(a) inspirou na vida … se puder, tire a manhã ou a tarde. Não vale a pena martirizar-se; inspire-se e vai notar a diferença!